Translate

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Agradecimentos

Para fechar o mês de agosto, recorde de visitas no Blog, queria agradecer aos 10 países onde mais temos leitores (mesmo que sejam de figuras). Valeu mesmo povo! E que esse contúdo continue atraíndo mais gente! 



















































Brasil, Portugal, USA (EUA), Bundesrepublik Deutschland (Alemanha), Rzeczpospolita Polska (Polônia), Angola, Schweizerische Eidgenossenschaft (Suiça), Chile, España (Espanha) e 日本国 (Japão). =D


Mitologia - Píramo e Tisbe

O Livro de Ouro da Mitologia" de Thomas Bulfinch, é um dos meus livro favoritos. Então vou compartilhar com vocês a minha história favorita do livro. Espero que gostem, pois é um pouco grande, e neste blog as palavras não reinam com constância! 




     "Píramo era o mais belo jovem e Tisbe, a mais formosa donzela em toda a Babilônia, onde Semíramis reinava. Seus pais moravam em casas contíguas; a vizinhança aproximou os dois jovens e o conhecimento transformou-se em amor. Seriam venturosos se se casassem, mas seus pais proibiram. Uma coisa, contudo, não podiam proibir: que o amor crescesse com o mesmo ardor no coração dos dois jovens. Conversavam por sinais ou por meio de olhares, e o fogo se tornava mais intenso, por ser oculto.
     Na parede que separava as duas casas, havia uma fenda provocada por algum defeito de construção. Ninguém a havia notado antes, mas os amantes a descobriram. Que há que o amor não descubra? A fenda permitia a passagem da voz; e ternas mensagens passaram nas duas direções, através da fenda. Quando Píramo e Tisbe se punham de pé, cada um de seu lado, suas respirações se confundiam.
     - Parede cruel! - exclamavam. - Por que manténs separados dois amantes? Mas não seremos ingratos. Devemos-te, confessamos, o privilégio de dirigir palavras de amor a ouvidos complacentes.
     Diziam tais palavras, cada um de seu lado da parede; e, quando a noite chegava e tinham de dizer adeus, apertavam o lábio contra a parede, ela do seu lado, ele do outro, já que não podiam aproximar-se mais.
     De manhã, quando a aurora expulsara as estrelas e o sol derretera o granizo nas ervas, os dois encontraram-se no lugar de costume. E então, depois de lamentarem seu cruel destino, combinaram que, na noite seguinte, quando tudo estivesse quieto, eles se furtariam aos olhares vigilantes, deixariam suas moradas, dirigir-se-iam ao campo e, para um encontro, iriam ter a um conhecido monumento que ficava fora dos limites da cidade, chamado o Túmulo de Nino, e combinaram que aquele que chegasse primeiro esperaria o outro, junto de uma certa árvore.Era uma amoreira branca, próxima de uma fonte. Tudo ficou combinado e os dois aguardaram, impacientes, que o sol se escondesse sob a s águas e que a noite delas se levantasse. Então, Tisbe ergueu-se, cautelosamente, sem ser observada pela família, cobriu a cabeça com um véu, caminhou até o monumento e sentou-se embaixo da árvore. Enquanto estava ali sentada, sozinha, à luz difusa da noite, avistou uma leoa, que, com a boca ensangüentada por uma presa recente, aproximava-se da fonte, para matar a sede. Ao vê-la, Tisbe fugiu e refugiou-se numa gruta, deixando cair o véu quando fugia. A leoa, depois de saciar a sede na fonte, virou-se para voltar aos bosques, e, ao ver o véu no chão, investiu contra ele e despedaçou-o, com sua boca ensanguentada.
     Píramo, que se atrasara, aproximou-se, então, do local do encontro. Viu, na areia, as pegadas da leoa e o sangue fugiu-lhe das faces. Logo em seguida, encontrou o véu, dilacerado e cheio de sangue.
     - Desventurada donzela! - exclamou. - Fui a causa de tua morte! Tu, mais digna de viver que eu, caíste como primeira vítima. Seguir-te-ei. Fui o culpado, atraindo-te a um lugar tão perigoso, e não estando ali eu próprio a guardar-te. Vinde, leões, dos rochedos e despedaçai com vossos dentes este corpo maldito!
     Apanhou o véu, levou-o até a árvore onde fora combinado o encontro, e cobriu-o de beijos e lágrimas.
     - Meu sangue também manchará teu tecido - exclamou.
     E arrancando a espada mergulhou-a no coração. O sangue esguichou da ferida, tingiu de vermelho as amoras brancas da árvore, e, penetrando na terra, atingiu as raízes, de modo que a cor vermelha subiu, através do tronco, até o fruto.
     Enquanto isso, Tisbe, ainda trêmula de medo, e não desejando, contudo, desapontar o amante, saiu cautelosamente, procurando o jovem com aflição, ansiosa por contar-lhe o perigo que atravessara. Ao chegar ao local e vendo a nova cor das amoras, duvidou que estivesse no mesmo lugar. Enquanto hesitava, avistou um vulto que se debatia nas vascas da agonia. Recuou, e um tremor percorreu-lhe o corpo todo, como a água tranquila se encrespa ao ser atingida por uma lufada repentina de vento. Logo, porém, reconheceu o amante, gritou e bateu no peito, abraçando-se ao corpo sem vida, derramando lágrimas sobre as feridas e beijando os lábios frios.
     - Píramo, quem te fez isto? - exclamou. - Responde, Píramo! É tua Tisbe quem fala. Sou eu, a tua Tisbe, quem fala. Ouve-me, meu amor, e ergue esta cabeça pendente!
     Ao ouvir o nome de Tisbe, Píramo abriu os olhos e fechou-os de novo. A donzela avsitou o véu ensanguentado e a bainha vazia da espada.
     - Tua própria mão te matou e por minha causa - disse. - Também posso ser corajosa uma vez, e meu amor é tão forte quando o teu. Seguir-te-ei na morte, pois dela fui a causa; e a morte, que era a única que nos podia separar, não me impedirá de juntar-me a ti. E vós, infelizes pais de nós ambos, não negueis nossas súplicas conjuntas. Como o amor e a morte nos juntaram, deixai que um único túmulo nos guarde. E tu, árvore, conserva as marcas de nossa morte. Que tuas frutas sirvam como memória de nosso sangue.
      Assim dizendo, mergulhou a espada no peito.
     Os pais ratificaram seu desejo, e também os deuses. Os dois corpos foram enterrados na mesma sepultura, e a árvore passou a dar frutos vermelhos, como faz até hoje."


Niklaus Manuel Deutsch, Piramo e Tisbe, olio su tela, ca 1520, Basilea,Kunstmuseum.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Música

Versões, gosto delas! Postei essa, a pouco (+ ou -) no Facebook. Entonces...
Limp Bizkit se achando Metallica! Para lembrar 2003, onde a Mari e eu gostávamos mais dessa versão, e o Righi quase morria de desgosto! =D




Alargadores

Gosto de piercings, tatuagens, mas tenho uma amor maior por alargadores. Talvez pelo fato desta ter sido minha primeira modificação corporal. Bom, vai saber né! A finalidade do alargador de orelha (ao menos) é aumentar a perfuração do lóbulo da nossa orelha. Eu, na minha formatura, usei brinco, como qualquer outra pessoa. Na época, meu alargador era de 10mm, tirei uns três dias antes, e ele encolheu, não fechou. É esta técnica que uso em algumas entrevistas de trabalho (mas os que arrumei estava com meu amado alargador). Bom, até 12mm, garanto que "seu buraco" fecha normalmente, pois tenho amigos que desistiram dessa "arte". Mas lógico, a rapidez com que isso acontece vai muito da pessoa. Vamos voltar às especificidades do alargador. 

Eu e meu buraco de 12mm rssss

Alguns dizem que sua origem vem lá do Egito, mas sabemos que também, muitas tribos o usam a muitos e muitos anos como sinal de virilidade.


Eu alarguei minha orelha, sozinha na minha casa, aos poucos. Aquela técnica de palito de cotonete, de pirulito e por aí vai. Mas eu recomendo à você que quer sua orelha linda no lugar que vá a um estúdio para que um body piercing alargue sua orelha com pinos. Não é recomendado alargar mais de 2mm por vez viu galera apressada.

Pinos de aço usados para alargar


O tempo de cicatrização, quando você chegar ao tamanho desejado, será de uns 60 dias. Eu não passei nenhuma pomada nem nada, mas lavava umas três vezes ao dia com sabonete líquido Protex, pois se não cuidar fica com um cheiro tosco. Após cicatrizado, é tirar no banho, lavar a orelha é galera, e lavar a joia junto, senão fica tenso.





Alguns modelos de alargadores para vocês *-*








Festival Transborda

O Festival vai do dia 10 ao dia 18 de setembro, com atrações no Matriz, Centro Cultural Padre Eustáquio, Centro Cultural São Bernardo, Centro Cultural Lagoa do Nado, entre outros. Quer saber mais? Entre no site do Transborda. Ou siga tudo na página do evento no Facebook.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Música

Com essa nem é boa noite, é ótima noite! ;D (eles estão no lugar do Jay-Z no Rock in Rio)



♫"Not fit to funkin' tread the ground I'm walking on"


Mestre Didi

Vagando pela internet, conheci Mestre Didi. E em busca de mais informações, achei um blog que falava sobre ele. Achei bem interessante falar sobre a história desse escultor, escritor, ensaísta e curador, grande representante da cultura afro-brasileira. Mestre Didi nasceu Deoscóredes Maximiliano dos Santos, na Bahia em 1917. Escreveu livros como Yorubá tal Qual se Fala, Contos Negros da Bahia, Porque Oxalá usa Ekodidé, Ancestralidade Africana no Brasil, Xangô, el guerrero conquistador y otros cuentos de Bahia entre outros. Acho muito válido todos procurarem saber mais sobre ele. Eu me interessei muito, mas é aquela velha história de pouca ou nenhuma valorização da nossa cultura, então achar informações não é tão fácil.

Deixo vocês com uma frase do Correio da UNESCO e esculturas feitas pelo mestre:

"A África não era uma página em branco antes da invasão colonial; Havia produzido conhecimentos e técnicas, além de obras de grande valor nos campos da arquitetura, escultura , música ,dança, poesia e literatura oral."







Conto - Chico

     Chamava-se Chico. De quê? Ele mesmo não sabia…– Gente pobre não tem nome… – costumava dizer.
      Tinha sete anos. De dia vendia jornais, de noite apanhava bordoada do irmão mais velho, o Zico, que vivia embriagado.
     A mãe havia muitos anos que estava atirada sobre um colchão velho, paralítica, cadavérica, tendo a todas as horas do dia, diante dos olhos baços e sem expressão, o mesmo quadro de miséria e desalento: as paredes sórdidas do quarto, donde pendiam molambos, o teto carcomido e cheio de teias de aranha, a janela sem batentes, eternamente escancarada, mostrando uma nesga de céu em que nas noites claras se vislumbrava, como uma esmola luminosa, a claridade fugidia de estrelas…
     O pai – Chico mal se lembrava disto – morrera por um dia triste de inverno, de peste, e se fora, quase nu, dentro duma carroça velha que ia fazendo tóc-tóc-tóc-tóc. . ., aos solavancos, pela estrada barrenta e sinuosa que ia dar no cemitério. Chico ouvia sempre dizer que havia lá em cima, no céu, um Deus muito bom e muito severo, que não queria que as crianças dissessem nomes feios nem desobedecessem aos mais velhos. Era um homem muito poderoso, que punha empenho em que todas as cousas na terra andassem direitas e bem feitas.
     Surgia, então, na cabecinha do garoto um problema intrincado e insolúvel.
    Chico via no mundo (mundo era a cidade em que ele, Chico, morava) gente feliz, rica, alegre; crianças que andavam bem vestidas, que tinham brinquedos surpreendentes e que comiam os doces mais saborosos desta vida. Via, ao mesmo tempo, de outro lado, os infelizes, os desprotegidos da fortuna, os que rolam pão duro e andavam a ferir os pés descalços no pedregulho das ruas. E o pequeno não podia compreender a razão de tanta desigualdade de sorte no mundo. Como era que Deus, tão bom e tão justo, consentia em que existissem crianças felizes e protegidas, ao mesmo passo que existiam outras, desgraçadas e sós, que, pra ganhar alguns tostões, – magríssimos tostões –, tinham de andar vendendo jornais pelas ruas, à luz adustiva do sol?…
     E Chico não compreendia… Não compreendia e ficava pensando, pensando…Mas não se detinha por muito tempo em tais cogitações, que adivinhava inúteis. A vida ensinara-o a ser prático. Bem sabia que com sonhos e lucubrações não ganharia o seu salário. Por isso se atirava ao trabalho.
     – O’ia o Correio da Manhã! O Correeeeio! E assim ia vivendo…

Érico Veríssimo (amo amo amo)


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cabelos

Nada melhor para sair da rotina que mudar os cabelos. Isso serve para garotos e garotas. Esquecem essa moda de gente Barbie/Ken, essa boiolagem toda.... Vamos mostrar cabelos que fazem você inovar e até ficar bem na foto... E há sim inovação no clássico.

Meninos




E para os radicais:




Meninas








E para as radicais: